segunda-feira, 27 de maio de 2013

O mistério do roubo do corpo de Charles Chaplin

Keystone/Getty Images

Ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico. São múltiplas as facetas de Charles Chaplin, um dos personagens mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado por utilizar com genialidade os recursos de mimicas e expressão corporal.

Já um habitué desse espaço, Chaplin esteve envolvido em diversas situações bastante peculiares. Inclusive depois de sua morte, quando, em março de 1979, teve seu corpo roubado do pequeno cemitério de Corsier Sur Vevey, localizado a 20 quilômetros de Lausanne, na Suíça.

Segundo a polícia, o caixão foi retirado por desconhecidos na calada da noite e levado por uma caminhonete, que deixou marcas perto do túmulo. A tumba nunca tinha sido submetida a uma vigilância  pois o cemitério era de difícil acesso e dificilmente se transformaria em um local de peregrinação.

O caixão de carvalho, de quase 150 quilos, foi recuperado dois meses e meio depois em um milharal localizado no extremo oriental do lago Genebra, próximo de onde Chaplin passou os últimos 25 anos de sua vida. A polícia prendeu dois mecânicos acusados do crime: um polonês e um búlgaro, cujas identidades são desconhecidas.

Eles foram presos depois de ligarem para a família exigindo um resgate em troca da devolução dos restos do ator, sem imaginarem que a polícia controlava as chamadas. Durante as investigações foram descartadas ainda uma série de telefonemas anônimos contendo pistas falsas. 

Nos meios de comunicação, surgiram inúmeras teorias para tentar explicar o ocorrido. Uma delas dizia que o corpo de Chaplin tinha sido roubado por um grupo de fanáticos, que pretendia enterrá-lo na Inglaterra, terra natal do comediante. Outra dizia que os ladroes se opunham ao sepultamento do ator em um cemitério cristão, tendo este nascido judeu. Mas os investigadores logo desmentiram essa hipótese.

O corpo foi sepultado novamente na mesma cova da qual tinha sido roubado, mas com um tumulo mais seguro para impedir um novo sequestro. A viúva Oona O'Neill, já falecida, ordenou na época a construção de um túmulo bem solido, com um tampão de concreto de 1,80 metro de espessura.

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